terça-feira, 17 de maio de 2011

O salário do Funcionário Público Brasileiro

Os trabalhadores brasileiros recebem melhores remunerações médias no setor público do que receberiam se estivessem empregados no setor privado. No entanto, há indícios de que essa situação não é homogênea entre as diversas carreiras do funcionalismo público.

Estudos realizados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram que o Brasil tem poucos servidores, se compararmos com os outros 31 países que integram a OCDE, entretanto, gasta muito mais. Segundo este estudo realizado em 2010, os servidores públicos brasileiros integram apenas 12 % de todos os trabalhadores, bem menos do que a média dos outros 31 países que ficou em torno de 22 %. Enquanto o Brasil gasta 12 % do PIB os outros países com muito mais servidores gastam 11 %.

O mais grave, é que os dados utilizados no estudo supracitado contemplam números de 2005, isto é, os aumentos salariais posteriores não foram analisados, sendo assim, a coisa está pior ainda, pois algumas carreiras tiveram aumentos muito acima da inflação, além de um aumento significativo das contratações ocorridas nesse período (2005-2011). É fácil constatar essa afirmação, basta visitar o site do Ministério do Planejamento e verificar os cadernos de remuneração, desde 2005 até os dias de hoje, infelizmente nós brasileiros não costumamos nos interessar por esses assuntos.



Quando os sindicatos que representam os servidores públicos e o governo afirmam que é necessário contratar mais, eles estão relativamente certos, já que, em alguns setores realmente existe a falta de recursos humanos, como mostra a tabela acima, fazendo um comparativo do número de servidores em diversos países. O problema é que os servidores públicos brasileiros são contemplados com algumas regalias que beiram o absurdo, como por exemplo: aposentadoria integral, estabilidade, licença sem vencimento e não sofre na maioria dos casos nenhum tipo de avaliação de desempenho. Essas são regalias que não existem no setor privado e que praticamente todos os servidores públicos têm direito. Algumas carreiras recebem outros benefícios além dos já citados, como: diárias altíssimas, alta ajuda de custo quando são transferidos, 60-90 dias de férias por ano, entre outras e muitas outras. Quem paga por isso? Advinha!

Existe uma casta de servidores que trabalham sem nenhuma condição de trabalho, do ponto de vista estrutural e organizacional, principalmente os da área da educação e da saúde, alguns servidores trabalham como abnegados lutando contra o sistema, contudo, eles terminam sendo vencidos pela falta de de agilidade e flexibilidade do sistema atual, esse post não se refere a esses servidores e os números apresentados aqui, são do âmbito federal.

Os serviços oferecidos pelo setor público brasileiro, na maioria dos casos, são muito ruins, devido ao péssimo sistema de contratação; que não avalia o perfil do candidato ao cargo, à falta de incentivos para aumentar a produtividade do funcionário, a ausência de planos de carreira de estado em diversas categorias, além de uma grande discrepância salarial entre as diversas carreiras somada a falta de valorização da meritocracia, resulta na situação atual. 

Não precisamos pagar aos funcionários públicos salários mais altos do que os pagos pelo setor privado, pois, o dinheiro vem dos nossos impostos e precisamos valoriza-lo, alguém deveria levantar a bandeira de uma reforma administrativa séria, que vise uma real melhoria dos serviços públicos e que valorize o funcionário que realmente trabalha e veste a camisa da EMPRESA CHAMADA BRASIL.
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terça-feira, 3 de maio de 2011

Essa é a situação da capital do estado que mais se desenvolve no nordeste (Pernambuco)

O verdadeiro desenvolvimento deve ser humano, com investimento em infra-estrutura, educação, saúde e segurança. Mas pelo jeito, o povo brasileiro se contenta apenas com o aumento do crédito, que serve para comprar uma geladeira em 12 vezes ou uma casa em 30 anos . . .